O gerenciamento do risco de crédito é realizado pelo Comitê de Crédito, no qual são definidos limites individuais de cada cliente, de acordo com as políticas internas da instituição. As decisões são tomadas por consenso pelos membros do Comitê, formado pela diretoria da Prosper.
Todas as operações de crédito são analisadas e pré-aprovadas pelas áreas de Análise de Crédito, Jurídico, BackOffice de Crédito e Comercial, antes de serem apresentadas ao Comitê de Crédito. Os limites concedidos possuem vigência média entre três e seis meses, contados a partir de sua aprovação.
A área de Análise de Crédito realiza avaliação rigorosa dos números de cada entidade, complementando a mesmo com informações publicamente disponíveis nos serviços de proteção ao crédito, nas agências de classificação de risco e nos órgãos do Governo. Adicionalmente, o Jurídico analisa o risco legal inerente a cada operação, considerando as normas regulatórias e a legislação vigente.
Após o início do relacionamento entre o cliente e a Prosper é realizado o monitoramento diário das informações de crédito do mesmo.
De acordo com a Resolução nº 2.804 do Banco Central do Brasil, risco de liquidez é definido como a possível ocorrência de descasamentos entre o fluxo de recebimentos e pagamentos que possam afetar a solvência da instituição. Levando em consideração que os ativos sofrem restrição de liquidez, a identificação dos momentos nos quais a instituição poderá ter problemas desta natureza é fundamental para a antecipação de planos de contingência, que tem como objetivo manter o bom funcionamento do negócio.
A política da instituição, portanto, visa dirimir esse risco, estabelecendo limites mínimos de caixa diários e monitorando os possíveis descasamentos, cobrindo um horizonte temporal de até 60 dias. Estes limites são previstos conservadoramente, utilizando parâmetros de desencaixe superiores à realidade. Além disso, os investimentos em Tesouraria são concentrados em ativos de alta e média liquidez. Adicionalmente, são realizados testes de stress nos fluxos de caixa, possibilitando a visualização de cenários adversos no comportamento dos fluxos.
Além do monitoramento dos fluxos de caixa futuros e a realização de análises sobre a evolução do caixa, o gerenciamento do risco de liquidez comporta estudos sobre a liquidez dos ativos em carteira. Estes estudos têm como principal objetivo acompanhar e mensurar a possibilidade de liquidação dos ativos sem afetar seus preços de mercado e, consequentemente, sem trazer prejuízos para o patrimônio da instituição.
O processo de gerenciamento consiste em identificar, quantificar e dirimir o risco de exposições na direção dos movimentos dos ativos financeiros, tais como o preço das ações, as taxas de juro, as taxas de câmbio e os preços de commodities. Para esse fim, a Prosper utiliza-se de um conjunto de procedimentos que envolve técnicas (conceitos e modelos estatísticos), ferramentas (sistema desenvolvido para cálculo das métrica de risco) e pessoal qualificado.
A identificação dos riscos é realizada pela avaliação diária das posições da Tesouraria, consideradas posições de curto prazo ou carteira de trading, e das chamadas posições estruturais, aquelas pertencentes à carteira permanente e indexadas às taxas de juro e câmbio. A medição dos riscos assenta no mapeamento dos gaps financeiros, sobretudo, os cambiais, e gaps de maturidade e duração.
Adicionalmente, o VaR – Value at Risk – é calculado sob hipóteses padronizadas e verificado para os grupos de ativos segregados da Tesouraria e de maneira consolidada (VaR global da instituição).
A gestão de posições da Tesouraria encontra-se delegada aos gerentes de Mesa (renda fixa, câmbio e renda variável), responsáveis pelas decisões de investimento e escolha de ativos para alocação de recursos, mas subordina-se aos limites definidos pelo Comitê de Risco de Mercado, cuja principal atribuição é definir os limites operacionais e cuidar para que os mesmos sejam observados. Portanto, as posições de trading são geridas autonomamente pelos traders e mantidas dentro dos limites de exposição fixados e revistos periodicamente. O limite global de VaR é fixado e distribuído pelo Comitê de Risco, de acordo com suas diretrizes, pelos diversos books e pelos ativos envolvidos na atividade de trading. São definidos, adicionalmente, limites de stop-loss.
Termo que cobre uma variedade de riscos em que se incorre nas operações financeiras, tanto riscos de liquidez quanto riscos associados às variações dos preços dos instrumentos financeiros.
A Política de Gerenciamento de Riscos do Prosper foi desenvolvida em linha com as recomendações do Comitê da Basiléia para Supervisão Bancária, do Bank for International Settlements - BIS, do Novo Acordo de Capital da Basiléia e da Resolução nº 3.380, de junho de 2006, do Banco Central do Brasil. As metodologias previstas nesta política e nos procedimentos internos derivados da mesma visam o aprimoramento da gestão de riscos operacionais da organização e uma maior eficiência no capital alocado.
A política prevê a participação de todos os envolvidos, direta ou indiretamente, com a Prosper, como dos diretores, gestores, demais funcionários e prestadores de serviços, aumentado a interação entre as áreas e promovendo o melhor entendimento e mitigação dos riscos. Nesse caso, é feito um mapeamento dos principais processos, identificando e analisando, em conjunto com os respectivos gestores, os riscos e controles inerentes ao mesmo.
Essa estrutura inclui um sistema de controles internos que é utilizado por todas as áreas da Prosper que realizam avaliações periódicas de suas atividades e processos, identificando os riscos inerentes e a eficácia dos controles em uso e implementando planos de ação para mitigar os riscos identificados e/ou aprimorar os controles.